terça-feira, 1 de maio de 2007

Ateísmo e evolução

Porque dizemos que a teoria da evolução conduz ao ateísmo?

Uma das pedras fundamentais da filosofia evolucionista é o naturalismo. Da matéria inanimada ao primeiro ser vivo unicelular, e deste à multiplicidade de formas em que a vida hoje se apresenta, tudo pode ser explicado em termos estritamente naturais. A seleção natural e as mutações são, por si sós, suficientes para explicar todo o universo, o que inclui também a presença da vida em nosso planeta.

Essa ótica confere ao evolucionismo um caráter ateísta em sua essência. Veja, por exemplo, o que disse o biólogo Julian Huxley quando teve o privilégio de ser o orador principal das festividades de comemoração do centenário da publicação do livro de Darwin, em 1959, na Universidade de Chicago:

"No sistema evolucionista de pensamento não há mais necessidade ou lugar para o sobrenatural. A Terra não foi criada, mas evoluiu. Assim ocorreu com todos os animais e plantas que a povoam, incluindo nossos egos, mente e alma, bem como o cérebro e o corpo. Desse modo evoluiu também a religião. O homem assim evoluído não pode mais se refugiar de sua solidão procurando abrigo nos braços de uma figura de pai divinizada que ele mesmo criou." Huxley, J., Associated Press Dispatch, Novembro 27, 1959.

Darwin, na verdade, pretendia apenas explicar a origem das espécies a partir de vida pré-existente. Sua teoria, porém, acabou por transcender os limites da Biologia, disseminando-se por todos os campos do conhecimento. Assim, não foi difícil imaginar que a religião bem poderia ser invenção da mente humana; que o homem é que havia criado o Criador quando, ao emergir de sua forma ancestral, percebeu que estava só em um universo tão fantasticamente grande e sentiu um misto de medo e solidão.

Eis porque afirmamos que a teoria da evolução conduz ao ateísmo e, consequentemente, ao materialismo. Observe este mesmo ponto de vista na opinião do evolucionista Francisco Ayala:

"A evolução biológica pode, entretanto, ser explicada sem recurso a um Criador, ou a um agente de planejamento externo aos próprios organismos. Não há evidência, também, de qualquer força vital ou energia imanente, dirigindo o processo da evolução para a produção de tipos específicos de organismos." Ayala, F.J., "Biology as an Autonomous Science" American Scientist, Vol. 56, Maio 1968, p. 213.

Não se iluda: um evolucionista pode até crer em Deus, mas isto é absolutamente desnecessário. Em substituição à crença na existência de um Criador, o sistema evolucionista recorre à crença na existência eterna da matéria e em sua suposta capacidade de se auto-organizar e atingir níveis de organização cada vez mais complexos. Neste contexto, só conta mesmo a evolução!

Vemos, portanto, que o sistema evolucionista de pensamento nos conduz a um universo auto-suficiente em que leis inatas causam um contínuo desenvolvimento na direção de estruturas mais organizadas. Nele, partículas teriam evoluído naturalmente para elementos, e estes para os mais variados complexos químicos que, a seu tempo, teriam dado origem aos primeiros seres vivos. A partir daí, os organismos vivos teriam se tornado mais e mais complexos, culminando com o aparecimento do homem, o mais refinado produto da evolução.

Isso, obviamente, nos induz a uma visão estritamente materialista do mundo e deveria, por si só, para todos os que crêem no Criador, se constituir em uma boa indicação de que este não é o modelo correto das origens. A falta de um Ser superior provoca, cedo ou tarde, uma contestação sistemática de todos os valores existentes. Absolutos deixam de existir e o fim é o desrespeito à ordem pré-estabelecida.

Ao explicar todas as facetas do universo através de meios naturais o evolucionismo não deixa espaço para o sobrenatural, o que torna a figura do Criador obsoleta. Nenhum sistema poderia, nesse particular, ser mais agressivo. O ensino evolucionista tem início nas escolas de primeiro grau, com crianças que obviamente não têm maturidade para questionar o que lhes está sendo ensinado. Esta ação é também a mais abrangente em seu confronto com a fé cristã porque atinge todas as gerações de seres humanos, onde quer que estejam, a partir dos bancos escolares.

É bem possível que, ao relegar a segundo plano questões relativas ao estudo das origens, muitos de nós estejam pensando que esta controvérsia não nos diz respeito. A verdade, porém, é que o que pensamos a nosso respeito, o modo como nos comportamos no presente, bem como o que esperamos do futuro, tudo isso tem muito a ver com o que pensamos acerca das nossas origens.

A teoria da evolução tem conduzido milhões, se não ao ateísmo, pelo menos a um Deus inoperante. Muitos dos problemas que hoje nos afligem são, em grande parte, a consequência de uma sociedade inteiramente impregnada da filosofia evolucionista, onde cada geração aprende, desde os primeiros anos de infância, ser o milagre da vida um mero produto do acaso, o Criador apenas um mito e a evolução a única realidade.




Pr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano

Centro Apologético Cristão de Pesquisas

3 comentários:

lindinha disse...

Olá, gostei mto

Bruno C. disse...

Lembrando que não somos um produto do acaso, é exatamente o contrário.

costrujose disse...

O ESPÍRITO DE DEUS ME FEZ, O SOBPRO DO TODO PODEROSO ME DA VIDA (JÓ33.4) E SOPROU DEU O FOLRGO DA VIDA E O HOMEM FOI FEITO ALMA VIVENTE ( CORPO +ESPÍRITO =A ALMA
AMEM E AMEMMMM.