sexta-feira, 15 de junho de 2007

O fim da religião

Com a atual subordinação da religião perante a ciência, com a criação recente da ciência da religião, a mesma tende a se desmistificar e como a religião é composta de mitos modernos será extinta. O que sobra é o aspecto moral e ético que vai devidamente ser estudado pela ciência de forma que o termo religião possa ser entendido como sinônimo de ética e moral e ser anexado aos estudos da filosofia e das demais ciências humanas.

Darwin através da teoria da evolução desafia os dogmas religiosos e comprova o naturalismo da vida na terra e seu desenvolvimento gradual ao longo dos milhões de anos. Eu tive a oportunidade de ir a exposição de Darwin no museu do Masp em São Paulo, e que apesar de toda as evidências da sua teoria demonstradas na exposição o que mais me chamou a atenção é a batalha contra o pensamento da época dominado pela igreja e inclusive na sua vida particular com a sua esposa que era muito religiosa e não aceitava bem o ateísmo de Darwin. Atualmente o zoólogo Dawkins faz uma exposição brilhante e atual do perido do crescimento das religiões para a compreensão do conhecimento científico, podendo sinalizar um retrocesso, demonstrando que a disputa entre a ciência e a religião é uma disputa entre a razão e a ignorancia.

O antropólogo e filósofo Ludwig Feuerbach aponta através do método genético crítico que a religião é uma projeção da vontade de ser infinito do homem onde deus é criado pelo próprio homem de maneira a falar de si mesmo. Com isso Feuerbach sustenta que a maturidade do homem só é conseguida com o amadurecimento do homem ao deixar essa infantilidade, palavras por ele usadas.

O Barão de Holbach é um outro ateu militante e materialista que se destacou por ter uma vida ética e reta, sendo citado por Rousseau como um modelo virtuoso de não crente. O materialismo de Holbach teve influência no pensamento de Lavoisier contribuindo para o avanço da química, expondo assim o realismo do ateísmo. Sartre através do existêncialismo argumenta que as crenças religiosas e em deus, que ele denomina de má fé, pois retiram a responsabilidade do homem perante a sua existência corroborando com o pensamente de Feuerbach.


Dennett com sua filosofia da mente teoriza o monismo contrário ao pensamento filosófico de dualismo e que é um dos dogmas religiosos, um mundo natural e um mundo eterno e sobrenatural. O secularismo é a prática do monismo, um comportamento social sem a influência religiosa do sobrenatural. Sam Harris também é mais um defensor do fim da religião.

Os agnósticos são críticos do ateísmo militante pois o consireram mais uma crença, mas não sabem que todo o conhecimento humano é uma crença mas corroborada com o método científico. Além de serem apegados ao conceito de deus e assuntos religioso como sendo incognoscível, contrariando a atual busca científica no estudo da religião, e contrariando assim filosofia da ciência de Karl Popper, o racionalismo crítico. O conhecimento científico do ateísmo tem destaque na antropologia de Feuerbach.

Enfim deixo o meu desabafo pessoal pela exclusão que sinto pelas religiões que não permitem um diálogo adequado com alguém que seja ateu, pois não respeitam essa posição e criticam de forma emocional e com questionamentos quanto a minha ética apenas por ser contrária. Por isso que decidi que não posso ser intolerantes com a religião que é intolerante comigo. Assim deixo o ateísmo "religioso" e passo para o ateísmo científico.

E o melhor de tudo é poder como disse Popper, fazer batalhas das idéias, das teorias, e assim a guerra dos argumentos onde quem pode se ferir e morrer são as teorias proporcionando o progresso do conhecimento científico. Espero isso mesmo, pois o meu maior medo é o de represálias violentas e religiosas daqueles que pregam que a religião é o bem. O que me garante uma certa tranquilidade é que apesar de ser ateu militante sou um desconhecido, anônimo na multidão do ciberespaço. Mas o caso do frances Michel Onfray que escreveu o tratado de ateologia criticando os tres monoteísmos reinantes dos quais recebeu ameaças de mortes demonstra o despreparo religioso quanto a crítica. Mas uma boa notícia é o deputado Peter Stark, da Califórnia que se declarou ateu num ato inédito nos Estados Unidos onde o preconceito maior existente é contra os ateus.

Este artigo participando do debate interblogues promovido pelo blog Penso, logo, sou ateu com o tema “Será a Religião Eterna e Inevitável?“

21 comentários:

on disse...

Caro Adriano,
partilho das suas opiniões acerca da importância dos trabalhos de Dawkins e Dennet. É pena que não se fale mais acerca deles na blogosfera.
Não estou é tão optimista acerca do fim das religiões. Não se convence uma pessoa a ser ateia com argumentos racionais, por muito bons que eles sejam. E estamos de acordo que existem optimos argumentos.
Um ateu tem obrigações acrescidas de não se deixar levar pelo "wishful thinking".

Adriano disse...

O bom é que a ciência vem crescendo até mesmo por conta do avanço tecnológico, e que a religião no mínimo seja mais aberta para o conhecimento científico que traz de forma intrínseca a liberdade do saber.

El sombrero disse...

Às vezes me pergunto se os crentes na ciência estão atingindo um grau de fanatismo religioso maior que os tradicionais tementes a Deus. Vejo, caro colega, que deposita muita fé no "avanço tecnológico". Seria a morte da religião ou de Deus somente? Obs: sou leigo em filosofia tradicional, pegue leve :)

on disse...

Irmão Adriano, podemos concordar em discordar?
Achas mesmo que a religião vai acabar?

Moon Goddess disse...

Parabéns! Um dos melhores blogs que já li. Voltarei sempre aqui.

Abraços

epessoal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
epessoal disse...

Adriano,
Fico muito triste de pessoas como vc postar um comentário que nao tem sustentação racional, filosofica e cientifica.
Mais triste ainda de ver que em pleno século XXI, a democracia permite poluições e irracionalidades como o ateísmo.
Veja o fundamento disso meu caro, se vc é um filosofo então cogite.
Pois o ateísmo como o argumento irracional de SArtre diz "Crer é conhecer sua crença, e conhecer sua crença é não crer". Não ha sustentação na não crença.
O existencialismo, niilismo, ateísmo, agnosticismo... etc. Meu caro, só pense filosoficamente se isso se sustenta.
Provo para vc a existencia de Deus, por quaisquer meios que quiser. Seja nas leis da física, biologia, quimica, história entre outras.
Que Logos e a Sabedoria te ilumine!

Alessandra disse...

Oi Adriano , tudo bem ?
Pois venho aqui lhe pedir informações , pois nao concordo com suas teorias , de que ser ateu seria o certo , ou ate mesmo por você ser um filosofo !
Mas o que me trás aqui nao é esse o motivo , venho lhe pedir informações sobre o filósofo Holbach ,eu estava fazendo pesquisas sobre vida dele , vi que constava uma foto sua , pois agora venho aqui lhe pedir informações , e que por gentileza que você me falasse mais sobre a vida dele . Me interessei muito sobre a vida dele quando eu estava lendo um livro de filosofia , ai constei que seu sobrenome era o mesmo meu e de minha fámilia, por isso venho aqui lhe pedir se nao for muito .
Caso queira entrar em contato comigo , aqui esta meu e-mail : lelepassone_rb@hotmail.com
Desde já muito obrigado !

Decio disse...

AS RELIGIÕES FAZEM MAL A SAÚDE!!

VER PROVAS ARQUEOLÓGICAS
SOBRE O QUE É FALSO E VERDADEIRO
BREVE LANÇAMENTO DO LIVRO
"deus não atende ao telefone porque não existe"...ou outro título a sugerir!!!

Bíblia é reprovada no teste da arqueologia
HISTÓRIA- The NY Times -

O relato da Bíblia sobre o Rei Davi é tão conhecido que até mesmo as pessoas que raramente abrem o Livro Sagrado provavelmente têm uma idéia de sua grandeza.
Davi, segundo a Escritura, era um líder militar tão soberbo que não só capturou Jerusalém, mas também transformou a cidade na sede de um império, unificando os reinados de Judá e Israel.
Assim começou a era gloriosa, mais tarde ampliada por seu filho, o Rei Salomão, cuja influência se estendeu da fronteira do Egito até o Rio Eufrates. Depois, veio a decadência.
Mas e se a descrição da Bíblia não estiver de acordo com as evidências do solo?
E se Jerusalém de David era, na realidade, um vilarejo rural atrasado e a grandeza de Israel e de Judá estivessem num futuro longínquo?
Recentemente, as autoridades em arqueologia de Israel têm feito essas afirmativas, falando do ponto de vista das descobertas recentes de escavações do passado antigo.
"Da maneira que vejo as descobertas, não há evidência alguma de uma grande e unida monarquia, nem de Jerusalém governando vastos territórios", disse Israel Finkelstein, diretor do Instituto de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv. A Jerusalém do Rei David, acrescentou Finkelstein, "não era nada além de uma pobre vila na época".
Afirmativas desse tipo deram a Finkelstein uma reputação de um acadêmico fascinante porém controverso. Ele é chefe das escavações de Megiddo, um sítio arqueológico vitalmente importante no norte de Israel. Seus relatórios de Megiddo afirmam que algumas estruturas atribuídas a Salomão, na realidade, foram construídas depois de seu reino. Isto gerou um grande debate em Israel.
Em um contexto maior, o discurso de Finkelstein reflete uma mudança surpreendente que vem ocorrendo entre alguns arqueólogos de Israel. Suas interpretações contestam algumas das histórias mais conhecidas da Bíblia, como por exemplo, a conquista de Canaã por Josué.
Outras descobertas dão informações suplementares à Escritura, como o que aconteceu com Jerusalém depois que foi capturada pelos Babilônios há 2.600 anos.
Em entrevista por e-mail do sítio de Megiddo, Finkelstein disse que antes, "a história bíblica ditava o curso da pesquisa e a arqueologia era usada para 'provar' a narrativa bíblica". Desta forma, disse, a arqueologia tornou-se uma disciplina secundária.
"Acho que chegou a hora de colocarmos a arqueologia na linha de frente", disse Finkelstein, co-autor, com Neil Asher Silberman, do livro "The Bible Unearthed" (a Bíblia escavada), a ser publicado em janeiro pela The Free Press.
As práticas do passado às quais aludiu podem ser ilustradas por uma observação feita por Yigael Yadin, general israelense que se voltou para a arqueologia.
Certa vez ele declarou que entrava em campo com uma espada em uma mão e a Bíblia na outra.
Muitos arqueólogos, tanto antes da fundação do estado moderno de Israel quanto depois, tinham o mesmo tipo de estratégia: buscar evidências diretas de histórias bíblicas. Essa maneira de ver era gerada por suas convicções religiosas ou sionistas, disse Amy Dockser Marcus, autora de "The View From Nebo" (a vista de Nebo, editora Little Brown). Seu livro descreve, de forma cativante e detalhada, a mudança que está acontecendo na arqueologia em Israel. O problema com essa perspectiva, disse ela, é que "você acaba interpretando aquilo que encontra de uma forma determinada", e isso, acrescentou, "levou a certos erros".
Em seu livro, Marcus -ex-correspondente do The Wall Street Journal no oriente médio - conta que Yadin acreditava que havia escavado evidências nas ruínas de Hazor que corroboravam o relato bíblico de como a cidade cananéia havia sido destruída. A Bíblia diz que Hazor caiu com a invasão dos Israelitas liderada por Josué.
Mas, atualmente, diz ela, um número cada vez maior de arqueólogos começa a duvidar que essa campanha de Josué jamais tenha acontecido.
Ao invés disso, eles teorizam que os antigos israelitas emergiram gradual e pacificamente, de dentro da população geral da região. Eles propõem uma evolução demográfica e não uma invasão militar. "E isso explicaria porque sua cerâmica, sua arquitetura e sua escrita são tão similares a dos cananeus", disse Marcus.
Finkelstein utiliza o mesmo argumento:
"A arqueologia demonstrou que Israel de fato emergiu da população local no final do período de bronze de Canaã".
E mais, disse, a arqueologia não descobriu nenhum resto físico que sustente a história bíblica do Êxodo:
"Não há nenhuma evidência de que os israelitas vagaram pelo deserto do Sinai".
Quando perguntamos qual foi a reação de Israel a essas conclusões, Finkelstein respondeu "forte e negativa". Mas a raiva, disse ele, não veio dos Judeus estritamente Ortodoxos ("que simplesmente nos ignoram", disse), mas de judeus mais seculares que se orgulham das histórias bíblicas por seu valor simbólico para Israel de hoje. "Acredito que a geração mais jovem - ao menos o lado liberal- estará mais aberta e disposta a ouvir", disse.
Ainda existem, entretanto, discordâncias consideráveis entre os arqueólogos em como interpretar muitas das descobertas recentes.
Além disso, as novas teorias sobre Israel antigo estão surgindo logo depois de uma discussão apaixonada contra os "minimalistas" bíblicos, um grupo de acadêmicos que dizem que os relatos bíblicos do início de Israel, inclusive as histórias e Davi e Salomão têm pouca, se alguma, base na história.
(Este debate aconteceu recentemente em uma animada edição da Biblical Archaeology Review, uma revista bimensal publicada em Washington, na qual um dos minimalistas, o inglês Philip Davies, escreveu que a descrição bíblica do princípio de Israel era puramente teológica e não histórica.
Um dos maiores críticos aos minimalistas, o arqueólogo americano William Dever, respondeu ao artigo de Davies, afirmando que vastas evidências físicas mostravam que os israelitas moravam nas partes altas da região há 3.200 anos, dois séculos antes da era de Davi e Salomão).

alexandre disse...

Adriano,
parabens pelo texto bem formulado e coerente... creio que a sua teoria do fim das religiões irá sim se concretizar, mais em um futuro ainda distante, pois a sociedade mais carente e outros precisão de alguma base menos racional.... eu penso como você, mais a cultura de se cultuar algo divino vem dos primordios da civilização e não se acaba assim de uma hora para outra, uma hora para outra falo em 100 ou 200 anos. Logo, vemos o inicio da racionalização da humanidade, ou seja, os ateus/descrentes/agnostocos etc, estão se revelando sem medo, coisa que os antigos pensadores fizerm em épocas bastante dificeis para estes pensamentos.... abraços e parabens pelo texto.
Alexandre_rj.

Decio disse...

Logosofia Ciência e Método

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Lembrete interessante:
LEITURA E LIVROS sobre Logosofia DISPONIVEIS TAMBEM NO SITE

http://www.logosofia.org.br
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Se deus existe, me provem e eu voltarei a acreditar nele!!!
Acabo de finalizar uma pesquisa uma obra sobre as religiões do mundo (75 capítulos e 600 páginas).

Conclusão: Religião é........
"...Deus com uma grade câmera de vigilância dos céus, ou com um pequeno grampo colocado dentro de sua cabeça, que monitora cada movimento seu, até seus pensamentos mais ordinários"
Como disse: Einstein,
"se as pessoas são boas só porque temem a punição, e esperam a recompensa, então nós somos mesmo uns pobres coitados".
Suspeito que a boa parte das pessoas religiosas realmente ache que a religião é o que as motiva a serem boas, especialmente se elas pertencem a daquelas crenças que exploram sistematicamente a culpa pessoal. Quero muito acreditar que não preciso (nem você) dessa vigilância e policiamento, de um senhor de "barbas brancas" !!!

Leiam a Revista SuperInteressante edição 259 Dez/2009
e vejam leiam e descubram :
se a Bíblia (ou a Vulgata) foi escrita pelo dedo de Deus...ou por "inspiração divina".
Conheçam os verdadeiros autores , como foram escritos e como manipulados. Escreveram a maior mentira da humanidade!!!
Como podemos acreditar em Jeová, Alá, Deus, Brahama...e milhares de deuses e Deusas , que já não mais adorados e não sabemos onde fica o "cemitério" deles!!!!
OICED MOCAM (RS)

Bruno C. disse...

epessoal,

"Provo para vc a existencia de Deus, por quaisquer meios que quiser. Seja nas leis da física, biologia, quimica, história entre outras."

PROVE!

Pq vc é o único. Lá vem!
Honestidade intelectual por favor!!
Senão nem precisa começar.

CLEITON EDUARDO disse...

Analisem friamente, o alcance da precisão do Universo (criação) é a prova mais poderosa para a existência de Deus. Não se trata de simplesmente haver algumas constantes definidas de maneira bem aberta que talvez tenham aparecido por acaso. Não. Existem mais de cem constantes definidas com bastante precisão que apontam definitivamente para um Projetista inteligente. Vejamos:
1. Se a força centrífuga do movimento planetário não equilibrasse precisamente as forças gravitacionais, nada poderia ser mantido numa órbita ao redor do Sol.
2. Se o Universo tivesse se expandido numa taxa um milionésimo mais lento do que o que aconteceu, a expansão teria parado, e o Universo desabaria sobre si mesmo antes que qualquer estrela pudesse ser formada. Se tivesse se expandido mais rapidamente, então as galáxias não teriam sido formadas.
3. Qualquer uma das leis da física pode ser descrita como uma função da velocidade da luz (agora definida em 299.792.458 m por segundo). Até mesmo uma pequena variação na velocidade da luz alteraria as outras constantes e impediria a possibilidade de vida no planeta Terra.
4. Se os níveis de vapor d'água na atmosfera fossem maiores do que são agora, um efeito estufa descontrolado faria as temperaturas subirem a níveis muito altos para a vida humana; se fossem menores, um efeito estufa insuficiente faria a Terra ficar fria demais para a existência da vida humana.
5. Se Júpiter não estivesse em sua rota atual, a Terra seria bombardeada com material espacial. O campo gravitacional de Júpiter age como um aspirador de pó cósmico, atraindo asteróides e cometas que, de outra maneira, atingiriam a Terra.
6. Se a espessura da crosta terrestre fosse maior, seria necessário transferir muito mais oxigênio para a crosta para permitir a existência de vida. Se fosse mais fina, as atividades vulcânica e tectônica tornariam a vida impossível.
7. Se a rotação da Terra durasse mais que 24 horas, as diferenças de temperatura seriam grandes demais entre a noite e o dia. Se o período de rotação fosse menor, a velocidade dos ventos atmosféricos seria grande demais.
8. A inclinação de 230 do eixo da Terra é exata. Se essa inclinação se alterasse levemente, a variação da temperatura da superfície da Terra seria muito extrema.
9. Se a taxa de descarga atmosférica (raios) fosse maior, haveria muita destruição pelo fogo; se fosse menor, haveria pouco nitrogênio se fixando no solo.
10. Se houvesse mais atividade sísmica, muito mais vidas seriam perdidas; se houvesse menos, os nutrientes do piso do oceano e do leito dos rios não seriam reciclados de volta para os continentes por meio da sublevação tectônica (sim, até mesmo os terremotos são necessários para sustentar a vida como a conhecemos!).
O astrofísico Hugh Ross calculou a probabilidade de que essas e outras constantes — 122 ao todo — pudessem existir hoje em qualquer outro planeta no Universo por acaso (sem um projeto divino). Partindo da idéia de que existem 1022 planetas no Universo (um número bastante grande, ou seja, o número 1 seguido de 22 zeros), sua resposta é chocante: uma chance em 10138 — isto é, uma chance em 1 seguido de 138 zeros! Existem apenas 1070 átomos em todo o Universo. Com efeito, existe uma chance zero de que qualquer planeta no Universo possa ter condições favoráveis à vida que temos, a não ser que exista um Projetista inteligente por trás de tudo.
O ganhador do Prêmio Nobel Amo Penzias, um dos descobridores da radiação posterior ao Big Bang, expõe as coisas da seguinte maneira:

CLEITON EDUARDO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silvio disse...

Caro Adriano,

Entendo a sua postura. Porém, os "argumentos" que buscam justificá-la são frágeis. Ora, um religioso poderia simplesmente questionar o fato de que sua posição não está sustentada em argumentos próprios, mas em citação de pensadores que poderiam ser avaliados como autoridades em determinados assuntos. Em outras palavras, trata-se de um simples recurso a autoridades. Fazer este tipo de objeção a um religioso não faz muita diferença, mas a situação é diferente quando tal questão é direcionada ao defensor da ciência e da razão. Além disso, você parece pois partir do pressuposto que as teses ou enunciados de tais pensadores são infalíveis(e não posso afirmar isto com convicção, na medida em que não sei o que se passa em sua mente). Podemos acrescentar ainda que a idéia de um suposto "fim da religião" deveria ser precedido de uma explicitação do que se quer dizer com o termo "religião". Cá entre nós, sabemos que tal palavra tem muitos sentidos e, se houver confusão entre os sentidos, isto acarretará questões embaraçosas. Por exemplo, se a religião está chegando ao fim, então porque tanto as religiões mulçumanas e neo-pentencostais crescem a cada ano? A sua tese, aparentemente, se sustenta em questões de natureza epistemológicas ou filosóficas e não em dados sociológicos, por exemplo. Outro ponto fraco é a relevância da tese do "avanço da ciência". Veja que se a interpretarmos apenas de um ponto de instrumental e pragmático, então o avanço científico não representa nenhum tipo de objeção ao modo de vida religioso. A ciência não é filosofia e os cientistas não são filósofos ou epistemólogos e, ainda que eles possam interpretar filosoficamente suas descobertas, eles sempre poderão se deparar com o problema dos limites da razão científica. Creio que se fizermos uma pesquisa sobre como os cientistas vêem a ciência, é muito provável que eles respondam que ela é um instrumento para realizar determinados fins e não uma interpretação absoluta da realidade como um todo.
Eu, particularmente, não tenho muito tempo, mas além dos problemas que apontei existem muitos outros relacionados à estrutura lógica de sua suposta argumentação. É interessante você citar Dawkins, que, na minha opinião, não tem bons argumentos em favor do ateísmo, mesmo quando, supostamente, recorre à "lógica" (em um sentido vago e problemático). Considerando tanto os argumentos de Dawkins quanto os seus "argumentos", eu diria que um teísta não-ingênuo, não deveriam levá-los muito a sério. São tão dogmáticos quanto os daqueles que estão combatendo. Dogmatismo e críticas são coisas opostas, e suas afirmações, na minha opinião, levam a crer que você não foi crítico nem muito racional. Foi apenas um repetidor, tal como qualquer religioso comum.

Um abraço

O Pensador disse...

Sinto uma certa limitação nas afirmações sobre a existência ou não de Deus. Não é possível apenas com o uso da razão, que é limita, provar algo que depende de aspectos biológicos, físicos, dentre outros, ora, se um ser existe, o fato de eu pensar que ele não existe não o torna inexistente, vice-versa. Podem existir seres em outros planetas, mas apenas o fato de eu negar a existência mentalmente não descarta a sua existência.

Por isso, algumas perguntas devem ser feitas. Se deus não existe, como pode existir todo esse sistema complexo que é o universo? Todos os organismos se auto-regulam durante a existência, precisaria de uma ser supremo para lhes dar vinda, sendo que por si só eles vivem? Seria os fatos não explicados pela ciência obras de um Deus? Ou apenas uma limitação da mente humana? Provar que a bíblia ou outro livro sagrado são farsa é suficiente? Não poderia existir um ser supremo, onisciente, onipotente e onipresente sem uma religião para cultivá-lo?

As perguntas são feiats pela razão, mas a resposta carece de compravações fisicas, biologiacas, etc. As respostas não podem ser feitas por meio de especulações metafísicas, que seriam tão ridículas como as explicações da existência de Deus atual.

Ele existe porque eu creio? Eu sinto uma energia, só pode ser deus.. ???!!! (não pode ser calor, frio?)


Bem, essas são as proposta de perguntas que eu faço, cito a seguir o melhor argumento que já li sobre uma visão complexa da não existência de deus:

Não excluo, a priori, a existência de outras formas de pensamento no universo que seriam invisíveis para nós, mas elas não se podem situar no nível da partícula. De resto, excluo tanto a consciência particular como a grande consciência macroscópica, isto é, Deus. O desenvolvimento de uma complexidade tão fantástica como a do espírito humano é muito marginal na vida, que, por sua vez, é marginal sobre a Terra A organização em estrelas e sistemas estelares é minoritária num universo onde a maior parte da matéria-energia está em desordem. Seria espantoso que nesse universo trágico, que se desintegra ao mesmo tempo que se constrói, houvesse um todo onisciente e criador, ou mesmo que esse universo pudesse ser considerado uma totalidade organizadora e superpen-sante. A maior parte do universo, senão sua quase totalidade, está, pelo contrário, destinada ao caos, à dispersão e à desintegração. Os sujeitos estão, portanto, completamente perdidos no universo. (Edgar Morin,)

Fonte: Ciência com consciência / Edgar Morin; tradução de Maria D. Alexandre e Maria Alice Sampaio Dória. - Ed. revista e modificada pelo autor - 8" ed. - Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

Bruno C. Rodrigues disse...

CLEITON EDUARDO,

Tudo o que a ciência faz é descrever fatos. Seus argumentos é de alguém que crê que tudo existe por uma razão. Todo tipo de argumento que utiliza a razão pessoal para existência das coisas é facilmente descartada porque nós seres humanos temos a mania de querer antropomorfizar tudo. Dá formas humanas a seres inanimados é o que mais fazemos (pegue a literatura como exemplo, está cheio dessas coisas). Talvez porque evoluimos para sermos egoístas (não no sentido perjorativo) mesmo quando pensamos estar agindo de forma altruísta (o que é uma ficção). Quando a ciência descreve a gravidade tudo o que ela faz é descrever a realidade objetiva (consulte a leis de Newton e você entenderá o que quero dizer). Não existe uma razão, um porque ou motivo pessoal para as coisas serem do jeito que são. Perguntas como: "Mas por que é assim ou daquele jeito?" ou "E se fosse desse ou daquele jeito?" são irrelevantes sob a ótica da ciência objetiva. Talvez não evoluimos para saber com clareza a diferença entre objetivadade e subjetividade, mas com um pouco de esforço através da razão podemos nos manter imparciais (distanciamento do subjetivo) ao descrever os fenômenos objetivamente (a realidade objetiva). As constantes são "constantes" por que tais leis podem ser observadas em qualquer parte do universo. A evolução de Darwin pode ser uma constante universal, acho que bactérias descobertas em outros planetas (como aquelas oriundas de meteoritos que caem aqui na Terra ou da exploração marciana) já demonstraram comparativamente isso (não tenho certeza disso, preciso de mais pesquisa para uma afirmação 100%).
Perceba que vários dos seus argumentos levam em conta que o ser humano antecede (a exemplo de Jupiter), é prexistente a tudo, como se todo o universo "vivesse" em função dos humanos. Tudo há uma razão de ser porque nós estamos aqui e isso é uma cosmovisão distorcida e antropomórfica da realidade. Novamente citando o seu exemplo de Júpiter, o que deve ser considerado é que sua existência como um "filtro" favorece o surgimento e manutenção da vida na Terra, provavelmente não haveria vida aqui sem um corpo celeste do tamanho de Jupiter. Esse monte de "se" é irrelevante. Fato é que o Universo evoluiu para o que ele é hoje e ponto! Nada é e não somos produtos do acaso, quase tudo existe na relação causa e efeito (existem eventos - exceções que contrariam essa regra geral) por leis universais bem definidas. Tais leis só podem existir pós Big Bang, antes disso tais leis nem sequer existem. E daí aflora o maior embate da ciência.

Oiced Mocam disse...

Olá Blogueiros

Vamos aprofundar um pouco mais o assunto.
Sugiro uma visita a um Site interessante, sobre "Evolucionismo X Criacionismo" e "A Terra Segundo a Bíblia"...em:
http://www.evo.bio.br/LAYOUT/TerraBiblica.html

Para mim acreditar no Deus da Bíblia (ou outro "livro sagrado") é a mesma coisa que acreditar no Super Homem dos livrinhos em quadrinhos!

{rcristo} disse...

O que é Deus?

"Deus", é uma ideia que se origina em nossa mente, sua existência é fundada apenas no mundo das ideias, não podendo existir fora desse contexto. Também podemos representá-lo por uma simples equação: "D1 = D" isso mostra que a imagem e representação de "Deus", é apenas conceitual e não existe outra forma ou derivação que se possa obter, a não ser esta. Segue a resolução da equação acima:

O limite de "d = d", quando "d" tende a 1. Significando que a ideia "d" ou "Deus", pode ser somente igual a ela mesma, ou seja, não podemos atribuir qualquer valor, forma ou sentido, além daquele que gerou a sua própria conceituação e representação.
Não havendo como expandir esse conceito para outros domínios, percebe-se que estamos diante de um esgotamento de sentido, tornando a ideia "Deus", exaurida por falta de correspondência, não podendo mais ser aplicada a qualquer outro campo do conhecimento humano.

Para mais informações acessem o meu blog: http://rcristo.wordpress.com

ADORADOR POR EXELENCIA... disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ADORADOR POR EXELENCIA... disse...

TUDO PASSA MAIS A PALAVRA DE DEUS NÃO PASSARÁ... A RELIGIÃO PODE ATÉ ACABAR MAIS OS VERDADEIROS SEVIDORES DE DEUS CONTINUARÃO,
POIS ESSES NÃO VIVEM SEGUNDO AS NORMAS DE UMA RELIGIÃO E SIM SEGUNDO A VONTADE DO CRIADOR DO UNIVERSO....